31/01/13

desabafo

Tou com saudades.
Ponto.
Saudades de pessoas, de lugares, de cheiros...

Tou com saudades.

27/01/13

Ind'ozei de fazer

era menina pra me amandar cheia de força ali pros lados da cozinha e preparar uma tabuleirada de coisas destas!
Porque, acima de tudo, os meus miudos gostam muuuuuuuuuuuuuuuuito de guardanapos...

(imagem retirada da internet)

Tenho que perder o amor a 8-ovos-numa-receita (glup!) e fazer cá em casa: guardanapos com ajuda dos meninos. Ajuda a fazê-los e ajuda a comê-los :P

hipoteticamente

Se eu até chego a fazer planos para um almoço diferente e um jantar especial ao sábado, ao domingo... bem, ao domingo a coisa muda de figura! E confesso:... eu render-me-ia ao fast food com toda a entrega que um ser humano pode ter!


O ideal seria ao nível, assim tipoooooo: strogonoff ao jantar de sexta, uma feijoada ao almoço de sábado, um caril de gambas ao jantar de sábado. Ponto.
Domingo era frango assado ao almoço e pizza hut ao jantar. Ponto final, parágrafo, muda de dia.

25/01/13

Adiado (mas só um bocadinho)

Foi o "21 de Janeiro" menos comemorado dos ultimos 8 anos, é certo.
Mas não foi indiferente nem podia ser... O nosso dia ficou adiado, porque profissionalmente era impossível faltar, e o fim de semana também por... babysittless (isto existe? mesmo não existindo ainda assim faz-me sentido :P). Mas ele -o fim de semana-  há de vir. E vai valer a pena, como cada dia dos ultimos 8 anos :)

23/01/13

Filho, és uma "gaxinha"

Quando se despede da irmã, de manhã enquanto ela segue para a escola, ele diz todos os dias
- mana, póta-te bem, com juízo. Não quero bolinha amalela...
E há dias em que completa
- não bebas o leite com chocolate com as bolachas de chocolate. A mãe diz que isso é muito chocolate...
No regresso, quando entra no carro, a primeira coisa que faz é perguntar à irmã - antes mesmo de a cumprimentar:
- que bolinha tiveste?

Parece um polícia, esta amostra de gente :P

Está sempre pronto a ajudar, mas não perde a oportunidade de mandar a sua gracinha...
Aprendeu a entortar os olhos... fica de chorar a rir. Já não bastava ter aprendido a revirar os olhos :)

é lindo o meu filhão!

Olha esta agora, hein....


O miudo tem medo de lobos. Sim, de lobos!
Mais do que de cães, que co-habitam em sociedade. Mais do que de gatos. Ele tem medo dos lobos!
E, em comiseração à aflição com que ele me agarra na mão, acabaram-se as histórias do Capuchinho Vermelho, dos 3 porquinhos, dos 7 cabritinhos...

Espero que hoje não haja visita - como esta noite que se chegou à beira da minha cama e sussurrou-me: Mãe, dá-me um espacinho... É preciso ter lata!!!!

Tesouro guardado ;)

Tenho o último episódio da minha série de devoção ali gravado e não consigo ir lá vê-la.
Porque tem que ser num bocadinho só meu, sem meninos, sem marido... pra poder chorar à vontade, heheeheh. Afinal, um éltimo episódio é seeempre um último episódio.

Adorei toda esta temporada. Chorei a valer em alguns episódios e tenho pena que, mesmo que volte, não tenha o elenco completo....

Pra já fica a música do final, que é linda e eu... rendi-me completamente!


18/01/13

runner

Podia ser eu, mas não sou. Claramente porque faltam-me os cabelos lisos (!). Também porque nunca teria umas sapatilhas amarelas. E ainda porque a figura esguia aqui por casa é outra :P

Mas partilho a atitude e a vontade.
Comecei a correr. A sério. E desta vez parece que é a valer.
A caminho de casa venho com a famelga no carro e duas vezes por semana saio do carro em andamento. É mais ou menos assim. O meu excelentíssimo marido deixa-me a 3,5 km de distância da nossa casa e eu não tenho outra opção senão... voltar. Posso ir a passo de caracol, é verdade. Mas além de demorar uma eternidade, acho que demora um bocadinho a recuperar a silhueta para o bikini style :P

Esta semana corri 2 vezes. E queria ir no fim de semana, vamos lá ver se o tempo melhora.
Senão, pra semana há mais 2corridas. Pelo menos.








agora o revés...


A Lu trouxe uma bola vermelha.

Segundo ela, "nao faz mal porque foi para todos".


God: Dai-me paciência. E controle, pra não me rir.



*p.s -não admiro nada a professora dela. A turma está TODA de cabeça para o ar. Os putos andam passados! Acho que ela em 4anos vai ganhar mais rugas e cabelos brancos que nos últimos 10...!

"Nervoso miudinho"



Gosto muito das constatações deste sr. Acho-o muito calmo, sereno e seguro numa luta que é a defesa da infância. Gosto que ele discorde nos exageros dos trabalhos de casa. Gosto que ele defenda que as crianças devem ter tempo para brincar, brincar a sério sem aquele calendário horroroso do a.t.l + natação + ballet + escuteiros + tudo e tudo onde sobra zero tempo para... ser criança.
Se gostamos tanto da expressão Ah o que eu dava para voltar a ser criança e não ter preocupações nem aborrecimentos... porque é que temos que bombardeá-los com responsabilidades extra?

E, por tudo isso, gostei de ler isto:

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.

Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).

Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!

Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.

E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).

Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.

Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 100.

Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.

Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai bateu com a cabeça? Então, maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)

Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».

E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.

Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto que promove), chamam-lhe «bolinhas».

E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!

E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».

E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»

E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».

Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!

Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.

E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!

E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho.

Eduardo Sá

in paisefilhos.pt

14/01/13

Vale a pena ver

Sinceramente, entre risos e momentos em que tive que tapar o rosto para não ver algumas cenas, achei que tinha que limpara as paredes da sala depois de acabar o filme.
É muito sangue. Muito sangue!
Mas é bom, engraçado...

E ainda com a atriz que eu descobri que adoro (Kerry Washington)...vale bem a pena!


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Django Unchainded

03/01/13

Premiada!

No 1º dia do 2º período do 1º ano de escola, a princesa cá de casa trouxe uma surpresa fantástica!!!
Bola azul! BOLA AZUL!!!!!


Passo a explicar, usando a definição da própria pipoca:
Então é assim, quando chegamos à escola, no início do dia, tudos nós temos bola azul. Depois, vamos nos portando mal e vamos passando para verde, ou amarelo ou vermelho ou, pior, PRETO!

Chegou a fingir que tinha azul, mas quando se apercebeu que era errado mentir e desfez o erro logo na altura. Mas um dia à noite, antes de dormir, chegou a confessar que o que ela mais queria era trazer uma bolinha azul pra casa...

Pois foi hoje! Hoje mesmo! E ela vinha tão eufórica que mal conseguiu sentar o rabo no banco do carro sem gritar ao pai que trazia uma bola azul!
E voltou a explodir quando chegou ao péde mim. E em casa andava de sorriso nos lábios...

Agora diz que quer ter mais azuis.
Gosto de ter azuis, mãe. Os dias são especiais!
 Também quero que tragas azuis, filha. Mas acima de tudo, quero ver-te feliz. Assim, como estiveste hoje. Com azul ou verde. Amarelo, no máximo. Vermelho, não. E preto... bem podes fugir :P


Off


De manhã, abro as cortinas, levanto as persianas e começo a acordar o pequeno.
Ele enrola-se uma, duas e trêsvezes na manta e diz-me:
- Mãããããe, desliga o sol. Eu não quero sol....

:D

02/01/13

11

a 02 de Janeiro de 2002 voltavas de Portimão, findas as férias da Faculdade.
A caminho de Lisboa telefonas-me, a avisar que estavas quase quase a chegar. E o meu coração até saltava... que saudades. As férias de Natal, 2 semanas em que só falávamos ao telefone. Não poucas vezes. Aliás, várias vezes ao longo dos dias.
Foi nessas férias que me disseste que estavas apaixonado. Foi nessas férias que nos apercebemos que estar perto um do outro não nos deixava ver o quanto nos fazíamos bem, o quanto era bom estarmos juntos. E foi aí que começou, efectivamente o "namoro" propriamente dito.
Mas para comemorar é preciso uma data. E apesar da tua aversão a números pares, abriste uma excepção para que a data fosse o dia 2.
2 de Janeiro de 2002.
Chegaste. O abraço e o beijo trouxeram-me borboletas à barriga. O teu sorriso, o olhar, o toque da tua mão. Realmente,15 dias foram uma eternidade.
E 10 anos depois, ainda com borboletas na barriga, posso dizer que tudo é mais forte, muito bonito e consolidado.
Têm sido os 11 anos mais fantásticos e completos da minha vida. Com uns degraus para cima e outros para baixo. Mas ainda assim o balanço é positivo, e subimos muito desde o inicio.
11 anos e 11 quilos depois, 11 anos e 11 rugas depois, 11 anos e 11 cabelos brancos depois (quem dera), prontos para mais 11 anos e outros ainda. Deixemos as proporcionalidade de lado. Que possamos manter os quilos, as rugas e os cabelos brancos. E se houver "só" este amor, entrega e companheirismo está bom demais :)


"Hoje e sempre, para sempre."


para mais tarde recordar:
o relógio que me ofereceste,
prenda de natal 2001 :P